Se o Meu Corpo Fosse Teu

im@gem: olhares

Se o meu corpo fosse teu
Talvez pudesses sentir
O meu cansaço, a minha leveza
A cor da alegria e o sabor da tristeza
 
Se o meu corpo fosse teu
Talvez pudesses compreender
O silêncio da saudade, a dor da ausência
A brisa da paz e o peso da demência

Se o meu corpo fosse teu
Talvez pudesses entender
Como é ser eu
Como é estar nua, ainda que vestida 
Como é estar de pé, ainda que caída


Helga

19 comentários:

Pedrasnuas disse...

"SE O MEU CORPO FOSSE TEU" CONHECIAS-ME COM TODA A CERTEZA...

FANTÁSTICO...MUITO BOM

(DEPOIS VIREI LER "O HOMEM SEM ROSTO")



BEIJINHO

Catsone disse...

Deveras tocante...

manjedoura disse...

e por vezes julgamos os outros sem sabermos o que vai naquele corpo. E se, como quem leva o carro do outro, levassemos o corpo do outro ( - olha hoje vou levar o teu corpo...) seria fantástico ou arrepiante.

Beijos

Andréia souto disse...

Poucas vezes nos imaginamos no corpo do outro...
Lindas palavras.

Abraços.

Rogério Pereira disse...

Se o meu corpo fosse teu, também
Talvez pudesses esperar
Como é ser eu
Solidário, pronto para te levantar

Assino-me
"nu, por um momento"

Jr Vilanova disse...

Lindíssimo... mesmo! Parabéns pela profundidade de sentimentos, amiga Helga! Dizem que a tristeza, quando está no fim, pode despertar na gente a inspiração mais bonita, mais intensa! O que achas?

Beijo de quarta e obrigado pelas palavras SEMPRE carinhosas!

Jr.

Ava disse...

Lindo Helga. Adorei esse teu poema, tão tu na tua essência mais pura.

Beijinhos doces e cheios de orgulho de ti, Ava.

Fê-blue bird disse...

Minha querida:
Deu muito de si neste seu lindo poema,.
Sente-se tristeza e dor em cada palavra.
Lindo demais!
Um beijinho

Poetic GIRL disse...

Sempre me seduzo nas tuas palavras... bjs

Patty disse...

Adorei o poema.
Bjocas
Patty

Rogério Pereira disse...

Helga,
Reli o poema
Reli o meu "comentário"
Estará magoada comigo...
Tem razão para tal..
(foi um impulso desastrado, mas de quem não pode ver esse sentir de
"Como é estar nua, ainda que vestida
Como é estar de pé, ainda que caída"

Só queria estender-lhe uma mão amiga...

Com este reparo, hoje assino-me

"vestido, para a ajudar"

luisa disse...

Entender "como é estar de pé, ainda que caída".... Helga, revelas aqui tanta força!

Helga disse...

Queria agradecer a todos, um por um, as vossas palavras de apreço e de incentivo, mas apenas me ocorre um muito obrigada, por terem deixado aqui o vosso testemunho e a vossa compreensão. Por isso - Muito obrigada!


Rogério, a si especialmente, tenho que lhe dizer que não lhe guardo mágoa alguma, antes pelo contrário, agradeço-lhe muito a prontidão que mostrou em estender-me a mão.

Estar de pé, ainda que caída, é como sorrir por fora e chorar por dentro. Será força? Coragem? Não sei. Talvez seja apenas uma forma de enfrentar as adversidades da vida, para que elas não nos enfrentem a nós.

Já aconteceu a todos, porque todos somos muito mais fortes do que alguma vez admitimos ou julgamos ser. Mas todos os bravos e corajosos têm o seu momento de fraqueza.

Este foi o meu. Expresso por estas singelas e humildes palavras.

Um beijinho
Helga

Rogério Pereira disse...

Eu sei
Eu sei
Também eu tenho fraquezas de cair
Em casa, com a família por perto
E nesse momento certo
Tenho muitas mãos, que se estendem
(embora nem sempre me entendem)

Beijo

Helga disse...

Rogério,

Sabia que me entendia. Que me entendeu desde a primeira palavra.

Que nunca nos faltem as mãos que se estendem, mesmo aquelas que não nos entendem.

Um beijinho :)

Ana Cristina Cattete Quevedo disse...

Helga, que poema mais lindo!
Fiquei emocionada!

:)

Helga disse...

Ana Cristina, muito obrigada! Há momentos assim, que não conseguimos evitar de partilhar...

Beijinho :)

MZ disse...

Eu passo um tempinho fora e depois é isto!

Um poema maravilhoso onde se Sente a alma e o corpo nas palavras....

beijinhos

Helga disse...

Pois é MZ, ás vezes sentimos necessidade de exteriorizar o que o corpo sente na alma. Obrigada!

Um beijinho :)