Não me Sinto Só


Não me sinto só nesta apatia das palavras. 
Nesta ausência de inspiração constante e colectiva. 
Nesta languidez que me entorpece o corpo e me adormece a mente. 
Não me sinto só nesta ânsia de respirar livremente a frescura dos dias, 
sem que o nó que me sufoca, me sufoque. 
Sinto-me parte integrante de uma multidão de espíritos cansados e oprimidos, 
vencidos pelo seu próprio medo e revolta. 
Não me sinto sozinha, mas oxalá estivesse. 
Oxalá a maioria de nós conseguisse vencer esta letargia.


Texto deSofia Azevedo (um pseudónimo de mim)

3 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Reler-te foi uma alegria
(ainda ontem pensei em ti, falando em deserções...)

"Oxalá a maioria de nós conseguisse vencer esta letargia."

Oxalá teu regresso seja uma vitória tua!

Fê blue bird disse...

Partilho deste seu sentir e lamento-o também.
Fico feliz pelo teu regresso.


beijinho amigo

Helga Piçarra disse...

Rogério, não desertei, apenas me sinto um pouco impotente com as palavras. Recuso-me a deixar este espaço, mas neste momento está difícil manter-me por cá. Vou regressando aos poucos.

Obrigada pelo seu apoio e pela sua presença sempre constante :)